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O ensaio PCE (Prova de Carga Estática) determina a capacidade de carga e o comportamento de fundações profundas, como estacas e tubulões. O ensaio aplica cargas crescentes sobre o elemento de fundação e mede os deslocamentos resultantes, permitindo identificar a carga máxima suportada e como a estrutura responde sob carga.
O procedimento segue a ABNT NBR 16903:2020 e pode ser realizado em compressão ou tração, com carregamento vertical ou horizontal. Por reproduzir as condições reais de uso da fundação, é o método mais confiável para validar o dimensionamento antes da execução da superestrutura.
Obras Executadas
estados atendidos com logística própria
Estacas ensaiadas (PDA, PIT, PCE)
Clientes de construtoras, incorporadoras e órgãos públicos
O procedimento consiste na aplicação de carga em estágios progressivos, geralmente de 10% a 20% da carga de projeto, com monitoramento contínuo dos recalques. As leituras são feitas em intervalos crescentes, como 2, 4, 8, 15 e 30 minutos, até atingir estabilização (variação ≤ 5%), conforme estabelece a norma. Após atingir a carga máxima, realiza-se o descarregamento em etapas, como previsto nas diretrizes da prova de carga estática, com leitura pós-descarga para avaliação da recuperação elástica. A condução de cada uma dessas fases em campo segue uma sequência técnica específica, descrita no passo a passo da execução do ensaio.
A estrutura de reação pode ser composta por vigas metálicas, blocos de concreto ou tirantes, dependendo das características da obra. O tempo mínimo após a concretagem para realização da prova de carga varia de 3 dias (solo granular) a 10 dias (solo coesivo), garantindo que a resistência da estaca esteja em conformidade com as tensões solicitantes do ensaio.
Como alternativa aos blocos de concreto, a Sammour também executa o Sistema de Ancoragem Provisória (SAP), uma solução com tirantes que agiliza a montagem da estrutura de reação e reduz a necessidade de grandes escavações.

Com objetivo de avaliar a capacidade de carga à tração de um determinado elemento estrutural de uma fundação, o ensaio PCE à tração, também conhecido como prova de carga estática (PCE) à tração, é um dos métodos mais utilizados em estruturas esbeltas submetidas a elevada carga de vento, como torres de linhas de transmissão, nas quais a ação do vento impõe esforços de arrancamento sobre a fundação.
Esse ensaio PCE à tração envolve a aplicação de cargas progressivamente crescentes e, analogamente ao ensaio convencional, este ensaio monitora as deformações resultantes a fim de determinar a capacidade de carga máxima que a estrutura pode suportar, bem como seu comportamento sob carga.
Segundo a ABNT NBR 6122 – Projeto e execução de fundações, a prova de carga estática é recomendada em pelo menos 1% das estacas da obra ou em fundações submetidas a solicitações elevadas, como em obras industriais, edifícios altos ou fundações sujeitas a cargas de tração.
Obras com grande número de estacas ou cargas elevadas;
Edificações em regiões com solos de comportamento incerto;
Fundações sujeitas a tração (torres, postes, turbinas eólicas);
Quando o projeto exige comprovação de desempenho em campo;
Reforço ou recuperação de fundações existentes;
Verificação de estacas-teste antes do início da cravação em série.
A necessidade do ensaio resulta da combinação entre o tipo de solo, a magnitude das cargas previstas e as exigências normativas aplicáveis a cada projeto. Reconhecer em quais situações a verificação em campo se torna imprescindível orienta a decisão técnica ainda na fase de planejamento, evitando que a comprovação seja tratada apenas como etapa final de obra.
Para garantir alta precisão nos resultados, o ensaio PCE é instrumentado com células de carga calibradas e deflectometros digitais, conectados a sistemas digitais de aquisição em tempo real.
Com esses dados, obtêm-se resultados como a curva carga × recalque, a capacidade de carga real, o coeficiente de segurança, e – quando necessário – a extrapolação da carga de ruptura pelo método de Van der Veen.
Obras de construção de novas estações de tratamento de água e esgoto em Valparaíso de Goiás/GO.



Obras de expansão da indústria Carmeuse, ensaios de prova de carga estática executados nas unidades de Araçatuba e Taquaritinga/SP.
Obras de empreendimentos residenciais de alto padrão e comerciais (Shopping Center) localizados em Luís Eduardo Magalhães/BA.



Estime a quantidade de PCE (Prova de Carga Estática) e PDA (Prova de Carga Dinâmica) necessária para a sua obra, com base nos critérios de tensão de trabalho e número de estacas previstos na norma. Para entender a lógica completa por trás dos critérios, leia nosso artigo técnico sobre o tema .
| Estratégia | Quantidade sugerida |
|---|
Independentemente da obrigatoriedade de PCE/PDA, recomenda-se a execução do ensaio PIT (Pile Integrity Test) em 100% das estacas executadas, como verificação de integridade estrutural de baixo custo e cobertura total do estaqueamento.
Conheça os benefícios em investir na prova de carga estática (PCE) em futuros projetos.
O fornecimento de dados confiáveis sobre a capacidade de carga real da fundação ou elemento estrutural, permitindo que projetistas dimensionem adequadamente a estrutura. Isso ajuda a garantir que a construção seja segura e atenda aos requisitos de projeto, reduzindo o risco de falhas futuras.
É possível observar o comportamento da estrutura sob carga. Isso é essencial para entender como a estrutura se deforma e responde às forças aplicadas, o que pode ser útil na otimização do projeto e na identificação de áreas de preocupação que precisam de reforço.
A realização de uma prova de carga estática demonstra o compromisso com a qualidade e a segurança da obra. É uma ferramenta eficaz para verificar se a construção está de acordo com os padrões e regulamentos de engenharia.
A Sammour Engenharia atua com total aderência às normas NBR 16903 e NBR 6122, utilizando equipamentos de alta precisão, equipe técnica qualificada e procedimentos padronizados. Isso garante dados confiáveis para validação de projetos, redução de riscos e otimização da solução de fundação.

O Ensaio PIT (Pile Integrity Test) é uma ferramenta fundamental para a avaliação da integridade de estacas de fundação.

A prova de carga dinâmica (PDA) é um dos ensaios mais eficientes para avaliar a capacidade de carga das estacas de fundação e verificar sua integridade estrutural.

O Sistema de Ancoragem Provisória (SAP) é a estrutura de reação utilizada na prova de carga estática, formada por trados helicoidais metálicos inseridos no terreno por rotor hidráulico.

O ensaio de placa, também conhecido como prova de carga direta sobre o solo, é um ensaio geotécnico fundamental para avaliar a capacidade de carga do terreno.



























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A prova de carga estática (PCE) aplica carga real e monitora o deslocamento de forma contínua, simulando a carga da superestrutura. Já a dinâmica utiliza impacto com martelo e interpreta os dados com modelos computacionais. A PCE é tradicional, mais difundida, possui maior quantidade de trabalhos publicados e por isso, se torna imprescindível para diversas consultorias, contudo gera maior volume de trabalho associado à preparação.
Não em todas, mas a NBR 6122 recomenda realizar em pelo menos 1% das estacas ou em obras com alta responsabilidade estrutural. Além disso, algumas exigências contratuais e órgãos fiscalizadores podem torná-la obrigatória. Preparamos um conteúdo exclusivo explicando tudo isso, leia mais clicando aqui.
O tempo mínimo varia conforme o solo: em solos granulares, recomenda-se 3 dias; em solos coesivos, no mínimo 10 dias, conforme critérios da NBR 16903.
Capacidade de carga máxima, curva carga × recalque, gráfico de rigidez, deslocamento residual, coeficiente de segurança e — quando aplicável — análise do atrito lateral e carga de ponta da estaca.
Sim, tanto a norma NBR 6122 e, principalmente a norma NBR16903-20 - Prova de carga estática em fundação profunda, estabelecem parâmetros para realização dos ensaios de prova de carga estática.
A PCE exige logística complexa: montagem da reação, tempo de ensaio prolongado e custos mais elevados em comparação a outros métodos. Além disso, em solos muito heterogêneos ou obras com espaço restrito, a instalação da reação pode ser desafiadora.
O tempo varia conforme o carregamento e o tipo de ensaio. Uma PCE pode durar de 8 horas a mais de 24 horas, dependendo da metodologia de carregamento (rápida, lenta, com ciclos).
Lenta: cargas aplicadas em estágios, com leituras estabilizadas (mais precisa, porém demorada podendo chegar a mais de 24 horas de ensaio).
Rápida: cargas aplicadas de forma contínua ou semi-contínua, reduzindo o tempo de ensaio (mais prática, mas exige interpretação criteriosa, 8 horas de ensaio).
Normalmente são escolhidas estacas representativas do empreendimento: em regiões críticas, com maiores cargas ou em solos menos homogêneos. O critério deve ser definido pelo engenheiro projetista de fundações.
Depende da quantidade de estacas totais do empreendimento, confira mais informações nesse conteúdo que preparamos para responder suas dúvidas